Piraque

Rio de Janeiro

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Pessoas têm berço, animais têm ninho, plantas têm raízes.

Nessa ordem confortante das coisas, natural que empresas também queiram se situar no mundo.

Não no colo insuficiente de um cep, mas no regaço receptivo de uma cidade maravilhosa.

Sendo a Piraquê a empresa e sendo o Rio de Janeiro a sua origem, quem sabe não possa ter sido o amor a massa e o calor carioca o forno? A Piraquê veio à luz num parto solar, ondas do mar em contração, a paisagem dilatando espaço - e eis a fábrica. Fermenta e cresce, Piraquê (Ah, se o endereço falasse!).

Trabalho foi a primeira palavra, o primeiro passo entusiasmo, o sucesso já nos primeiros tempos.

E assim, com ou sem trocadilho, se assaram os anos: a Piraquê alimentando o Rio, o Rio devorando a Piraquê, ele dando a maior força, ela esforçada por ele. Na troca de energias, a Piraquê cercou o Rio de oferendas; o Rio rodeou a Piraquê de gente, gente, gente. Gente gentil. Depois de décadas deliciosas, uma nos braços do outro, as bodas de ouro pelas orlas douradas. Uma história longa para se orgulhar, e muito mais orgulho há de vir.

É a Piraquê amando esse Rio amável - pelo menos é assim que a Piraquê, com porta-vozes humanos, pode dizer que se sente -, esse Rio que exclamo!

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O turismo carioca, religião fosse, seria aquela com mais fiéis pelo planeta.

Porque, enquanto os muçulmanos têm Meca, os japoneses têm o Monte Fuji e os americanos têm o Grand Canyon, o resto do mundo tem o Rio de Janeiro.

Assim como nesses lugares, pelo menos uma vez na vida todo mortal deveria visitar o Rio, para um vislumbre daeternidade.

E em qualquer bíblia, digo, dicionário que se preze, o verbete turismo - pra ser sentido ao pé da letra - poderia vir ilustrado com uma foto da nossa paisagem. Com ou sem o Cristo, ou o Pão de Açúcar.

No Rio, aterrissam, aportam e desembarcam três tipos de devotos da geografia local, ao que se sabe a mais próxima do Éden: os que vêm de outros países, os que chegam de outros estados e os oriundos de outros municípios.

Todos professam a mesma crença: o paraíso é aqui mesmo. Suspeita-se até de turistas da própria cidade, movimentando-se entre bairros. E todos retornam comungados com a natureza, fazendo de cada cartão-postal um altar portátil.

Como preces, cantarolam baixinho, de Vinícius e Baden o Samba da Bênção. Amém.

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Musas todos nós sabemos que existem. Podem ser mitológicas e podem ser de carne, osso e biquíni, a caminho do mar. Mas o Rio se inventou como a terceira espécie de musa - uma cidade a inspirar quem a olhe, quem a curta, quem se entrega a ela.

Assim, indiscutivelmente, os aspectos culturais do Rio provêm, em grande parte, da própria cidade. Vivo, ardente, estimulante, o Rio apresenta relevante influência sobre as idéias e as iniciativas de quem cria, produz e distribui arte e cultura.

Do samba ao futebol, palcos populares da criação, à literatura, cinema e teatro, a temática carioca perpassa obras e espetáculos, eventos e fatos. Desde quando era a capital, o que se assiste, se lê e se ouve aqui traz o calor de uma chama criadora que nunca se apaga. Ela reflete pelo país, repercute mundo afora e mantém, pelos roteiros artísticos e culturais da cidade, o foco vivaz do interesse.

Aos artistas e ao público só resta render-se à musa principal, perene inspiração. Se a gente se mostra, se exibe, se expõe, com o que temos de mais criativo, talvez seja, no fundo, apenas a eterna carioquice. Que, muito já se afirmou, também é cultura.

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Se houvesse uma nécessaire do espírito, para quem pretende se apossar do Rio com unhas e dentes, teria de conter algumas doses de adrenalina. É o mínimo que as várias atrações naturais vão exigir: entusiasmo para caminhar, bravura para nadar, audácia para voar, sangue-frio para escalar.

Como convidativo anfiteatro de ações esportivas, radicais ou nem tanto, o Rio é surpreendente: vai do desafio que termina apenas em alegria e falta de fôlego ao obstáculo que culmina com o êxtase indescritível. São empreitadas de graus variados, que vão proporcionar, depois, lembranças pouco ou muito intensas, porém sempre arrepiantes.

Ao atleta, o Rio reserva emoções incomparáveis; ao esportista, sensações compensadoras; ao indivíduo comum, vibração incomum.

Aqui, riscos à parte na água, no ar ou nos paredões, a aventura se estabeleceu, se sente em casa, recebe bem as visitas e pisca para quem a namora.

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A oftalmologia deve muito à paisagem natural carioca. É que passear pelo Rio significa extasiar os olhos, com acúmulo de sensações deslumbrantes para a retina.

Ao nervo óptico cabe a tarefa de demonstrar capacidade superior às fibras ópticas: transmitir as incontáveis mensagens de belezaa cada curva, maravilhas por todos os lados, surpresas de acordo com as mudanças de ângulo numa mesma cena. O mar, as montanhas, a Lagoa, a silhueta inconstante do horizonte, o próprio céu que matiza o azul conforme o globo ocular gira, tudo isso se constitui em desafios para as ciências que tratam da visão.

Adequar equipamentos à magnitude paisagística, ajustar acessórios ao olhar das pessoas, assestar as pesquisas científicas na direção do esplendor carioca, tudo isso contribuiu para a evolução da área.

É impossível atuar como médico sem considerar a síndrome do olho arregalado. E não seria inadmissível, nos consultórios, aquele cartaz de teste de grau de leitura com ícones típicos do Rio. Quando vier ao Rio, abra os olhos.

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